quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ADMINISTRADORA PRÓPRIA ?

Administradoras próprias - sem espaço para aventuras

Condomínios que optam pela gestão própria de contas a pagar, folha de pagamentos, encargos, inspeções anuais obrigatórias, entre muitos outros, demandam profissionalização e participação maior dos moradores.
A profissionalização na gestão dos condomínios, especialmente naqueles em que os síndicos dedicam tempo integral à atividade ou contam ainda com o suporte de gerentes prediais, auxiliares administrativos e um conselho participativo, facilita a opção pelo modelo da autogestão. Neste, da emissão dos boletos da taxa condominial à folha de pagamentos, tudo pode ser administrado internamente, em escritório próprio. “É uma opção interessante para grandes empreendimentos, mas se torna fundamental criar uma estrutura interna, pois os condomínios não podem entrar em uma aventura de autogestão”, observa a contadora e administradora Cristina Muccio, consultora na área e coautora da obra “Administrando Condomínios”, feito em parceria com a advogada Evelyn Gasparetto.

A alternativa se justifica, conforme pondera Cristina, “se for bem feita e por pessoal qualificado, com corpo diretivo atuante, pois o condomínio tem que ficar atento à prestação de contas, ao balancete mensal, ver se não tem atraso no pagamento aos fornecedores”. Segundo ela, executar a folha de pagamentos, por exemplo, é tarefa complexa, “é preciso checar se os itens da Convenção Coletiva estão sendo cumpridos”. Há ainda o risco de se perder prazos junto ao Fisco e negligenciar a legislação trabalhista. Por outro lado, reconhece Cristina, o modelo traz como vantagem a possibilidade de acesso rápido e facilitado à documentação, além de controle maior dos gastos.

Para o síndico Miguel Lavieri Neto, que herdou a autogestão e desde 2002 está à frente do Edifício Terrazza Novos Rumos, o modelo permite “melhor gestão das despesas”, já que é possível “ver onde se gasta demasiadamente”. Empresário aposentado, Miguel diz que conta com uma equipe bem estruturada para administrar a imensa gama de demandas de um condomínio com o porte do seu, que apresenta duas torres e quatro blocos, com 112 apartamentos de alto padrão. Localizado na Vila Clementino, zona Sul de São Paulo, em região de intensa valorização imobiliária, o Terrazza Novos Rumos impõe ainda o desafio de que se mantenham os edifícios sempre cuidados e atualizados. Isento do pagamento da taxa condominial, assim como o subsíndico, Miguel afirma que tem o auxílio de um conselho consultivo bastante atuante, que se reúne a cada dois meses, em encontros abertos aos demais condôminos, em uma gestão que ele caracteriza como “participativa”.

Sua equipe de apoio é dada por 20 funcionários diretos, entre eles, doze porteiros, cinco auxiliares de limpeza, dois profissionais para a manutenção, além do próprio auxiliar administrativo. Mas a administração da folha é repassada a um escritório de contabilidade. O cargo de zelador acabou extinto na implantação da autogestão, relata Miguel, lembrando que na época, por volta de 1998, os condôminos optaram por essa via diante de problemas anteriores com má gestão e desvio de verbas. Segundo ele, a principal dificuldade que a administração própria traz está, justamente, na insegurança gerada nas trocas dos síndicos. Por enquanto ele tem sido eleito, sucessivamente e a cada ano, para continuar no cargo, “mas precisa haver um rodízio e aí surge a dúvida se não seria melhor contratar uma administradora”, diz.

SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE
Faz 18 anos que Rejane de Albuquerque atua como síndica e administradora do Condomínio Edifício Ana Carolina, localizado em Santana, zona Norte de São Paulo. Recebendo cinco salários mínimos e meio por um expediente que tem hora para começar, mas não para encerrar os trabalhos, ela defende o modelo da autogestão. Admite, entretanto, que é preciso muita disponibilidade.

Segundo ela, a autogestão foi aprovada em assembleia e está prevista na Convenção, solução tomada depois que o condomínio chegou a uma situação de quase insolvência, com dívidas junto à própria administradora. O condomínio se deu conta da precariedade financeira quando morreu o zelador e não havia verbas para o enterro nem para os acertos trabalhistas com os familiares, lembra Rejane. “Era conselheira na época, começamos a pedir a apresentação da documentação e a discutir a possibilidade da autogestão.” A decisão foi tomada em assembleia com grande participação dos moradores, que definiram pela extinção do cargo de zelador, pelo acúmulo das funções de gestor e síndico e por sua remuneração, sem que lhe coubesse, entretanto, a isenção do pagamento da taxa condominial.

No cargo desde então, Rejane lembra que herdou um quadro de elevada inadimplência, além de obras por fazer. “Metade do prédio devia”, conta Rejane, que hoje tem apenas um inadimplente e conseguiu dar uma repaginada no edifício de 128 apartamentos de um dormitório. Sua primeira medida foi substituir os prestadores de serviços, começando pelo de elevadores, seguida da renovação do quadro de funcionários. A inadimplência foi tratada individualmente com cada devedor e, em relação às obras, providenciaram-se equipamentos de segurança patrimonial e de prevenção contra incêndio. Houve, finalmente, a reforma da guarita e do salão de festas e a implantação da copa dos funcionários e da sala de ginástica.

De acordo com a síndica, o principal desafio da gestão própria foi vencer desconfianças e comprovar o profissionalismo. Rejane conta com um auxiliar administrativo e com o apoio externo de consultoria jurídica e contábil (esta realiza o processamento da folha de pagamentos e uma auditoria mensal sobre as contas). Sua equipe de colaboradores se completa com quatro porteiros, quatro garagistas, dois faxineiros, um serviços gerais e um folguista.

Já o síndico Arnaldo Ferri, colega de Rejane no Conselho de Síndicos do Secovi, conta com uma estrutura bem mais enxuta para a autogestão do edifício Sol Nascente, prédio de 16 andares e 80 apartamentos do bairro da Liberdade, em São Paulo. Em seu terceiro mandato, ex-diretor da área financeira de uma empresa e remunerado pelo condomínio desde a segunda gestão, Arnaldo administra o dia a dia, as contas e os balancetes com o apoio do zelador e de um escritório de contabilidade. O serviço de portaria e limpeza é terceirizado. Segundo ele, a autogestão funciona apenas se o síndico tiver formação ou experiência na área administrativa e financeira. “O despreparo é a grande dificuldade que a autogestão pode enfrentar”, avalia Arnaldo.

SISTEMA HÍBRIDO
Outra opção que está virando tendência em São Paulo é o sistema híbrido, em que grandes condomínios, mesmo que contem com o apoio de administradoras, montam quadro administrativo próprio para auxiliar na gestão dos espaços, equipamentos e compras. É o caso do Condomínio Ilhas Gregas, verdadeiro oásis verde do Jardim Paulistano, em São Paulo, com três mil metros quadrados de jardins, seis torres e 210 apartamentos de altíssimo padrão. O síndico e engenheiro Luiz Carlos França dedica boa parte de seu tempo à gestão condominial, contando com o suporte de um gerente predial, duas assistentes e seis funcionários de manutenção, além do quadro de portaria e limpeza, totalizando 46 funcionários diretos. “Essa estrutura toda não sai barato, mas compensa, pois é muito bom para o condomínio poder contar com soluções rápidas para as coisas”, observa Luiz França. Segundo ele, “não é possível gerenciar empreendimentos grandes somente à distância”.

Também o síndico Waldir Berger, do Condomínio Living Club Refuge, optou por montar um escritório interno, como complemento ao trabalho da administradora. Executivo aposentado e administrador de empresas, Waldir disponibiliza bastante tempo aos edifícios da Vila Leopoldina, na Zona Oeste da cidade, com o apoio de uma secretária. Ele diz que o maior benefício tem sido a possibilidade de realizar mais cotações entre os fornecedores de produtos e serviços, o que gera economia de 5% sobre o custo mensal do condomínio.

Para o advogado Cristiano de Souza Oliveira, esses modelos alternativos podem funcionar bem, desde que se busquem “profissionais habilitados para auxiliar, além do aperfeiçoamento constante”. No caso especial da autogestão, é preciso “assegurar que os atos praticados pelo síndico (que já é o administrador perante a lei) sejam corretos, devendo o condomínio se cercar de bons profissionais, pois autogestão não é sinônimo de ‘mais barato’, mas sim de controle”.
Por Rosali Figueiredo
 
 
 

CONTROLE DE ACESSO E IDENTIFICAÇÃO

Segurança: Quem pode e quem não pode entrar?

Algumas regras e condutas devem ser seguidas pela portaria no controle de acesso de oficiais de Justiça, corretores, policiais e ex-cônjuges ao interior dos condomínios.

A porta da frente dos edifícios continua sendo o ponto mais vulnerável quando se trata de segurança. “As invasões de condomínios verticais ainda ocorrem, em sua maioria, pela porta da frente, ou seja, pelas entradas de pedestres e de veículos”, constata o consultor de segurança José Elias de Godoy, oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo e autor de “Técnicas de Segurança em Condomínios” (Editora Senac).

Os funcionários da portaria, portanto, devem estar mais do que treinados para identificar visitantes. “A princípio a pessoa que reside no local é quem tem a precedência para entrar e sair livremente do condomínio e liberar ou não a entrada de visitantes e/ou prestadores de serviços”, completa Godoy. Parece elementar, mas muitos porteiros ainda pecam por não identificar corretamente visitantes e prestadores de serviço. O consultor atenta que entre os modos de acesso mais comuns utilizados pelos ladrões estão os disfarces de prestadores de serviço de empresas (como Telefônica, Sabesp, Comgás, Eletropaulo, TV a cabo etc.), de eletricistas, encanadores ou entregadores de pizza ou encomendas.

É usual ainda o porteiro ser iludido pela presença de uma mulher bonita, que o convence a abrir o portão, ou simplesmente por uma história bem contada (alguém veio buscar um carro, sofá ou outro item a pedido do morador, por exemplo). A situação pode se complicar com casos que fogem à rotina, como a visita de oficiais de Justiça, de corretores de imóveis e de ex-cônjuges de moradores.

OFICIAL DE JUSTIÇA: COMO PROCEDER

Especialmente a presença de oficiais de Justiça na portaria costuma causar dúvidas e receios. A advogada Evelyn Roberta Gasparetto, especialista em condomínios e coautora do livro “Administrando Condomínios”, afirma que o acesso do profissional não é livre: “O oficial deve explicar sua função, com quem precisa falar e demonstrar documento que comprove a sua situação naquele momento, a de oficial de Justiça, ou seja, o mandado do Juiz somado à sua carteira funcional ou ainda o RG.”

Luís Renato Mendonça Davini, delegado e consultor na área de segurança, alerta que o oficial de Justiça é um serventuário da Justiça (servidor investido e concursado em cargo efetivo): “Ele é quem faz cumprir a ordem emanada pelo Poder Judiciário, não devendo ser frustrado ou impedido no exercício da sua função.” Davini frisa que o mandado judicial deve ser lido pelo porteiro ou segurança, “certificando-se que se trata de uma ordem judicial, para o seu devido cumprimento”. Ele completa que as condições da diligência (local, data, horário e natureza) estão escritas no mandado judicial, por isso o documento deve ser lido com atenção para certificação das informações prestadas pelo oficial de Justiça.

A partir daí, o porteiro deve prestar todas as informações solicitadas pelo serventuário. “O porteiro não poderá atrasar ou obstar a entrada do oficial ao condomínio, até mesmo no caso do morador não estar presente.” Davini salienta que mesmo a pedido do condômino, o porteiro não poderá recusar a entrada do oficial de Justiça para o cumprimento do mandado, sob pena de ser preso por sua conduta. Caso seja solicitado pelo oficial, o porteiro deverá informar seu nome e número de RG. Da mesma forma, o porteiro deverá anotar o nome, número do RG ou funcional e o cartório judicial que o oficial representa. No caso de excessos cometidos pelo oficial (como falta de identificação pessoal, exibição do mandado, ofensas ou grosserias), o condomínio poderá comunicar ao Juízo que emanou a ordem.

A advogada Evelyn orienta que, em um primeiro momento, o porteiro não precisa assinar a notificação de recebimento. “O oficial pode voltar outro dia ou outra hora. No entanto, caso fique caracterizado que o morador está se escondendo, o porteiro pode ser a pessoa responsável por receber a ‘citação por Hora Certa’, na qual ele assina a notificação e é obrigado a entregar ao morador. Mas isso quem decide fazer é o oficial de Justiça, dependendo do andamento da situação”, esclarece.

O gerente predial Leone Silva Santos, do Condomínio Edifício Nações Unidas, com 144 apartamentos, conduz com muito tato as visitas de oficiais de Justiça. “Sempre comunico os moradores que a portaria não pode mentir. Falo para o oficial que o morador está, mas que não quer recebê-lo, recebo a intimação e entrego pessoalmente para o condômino. Tenho um ótimo relacionamento com os moradores, e já tivemos casos em que convenci a pessoa intimada a descer, conversar com o oficial e tratar a questão amigavelmente.”

CORRETORES DE IMÓVEIS
Em relação ao controle de acesso de corretores de imóveis, organização é fundamental. José Elias de Godoy orienta o morador que está locando ou vendendo seu imóvel a deixar na portaria o máximo de dados possíveis, como nome da imobiliária e do corretor, data e hora da visita. “Esses dados devem ser passados também ao zelador para acompanhamento.”

José Augusto Viana Neto, presidente do CRECI São Paulo (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), afirma que para garantir a sua segurança e tranquilidade, o proprietário do imóvel deve informar a portaria que sua unidade está sendo negociada, cadastrando os profissionais que têm autorização para ingressar e levar visitantes ao local.

Viana considera que a onda de arrastões a condomínios em São Paulo tem dificultado o trabalho dos corretores. “Os condomínios ficam receosos em liberar o acesso aos imóveis. Assim, acredito que a melhor alternativa é um trabalho em conjunto, com corretores oferecendo suas credenciais, proprietários cadastrando os profissionais autorizados a ingressar na unidade e porteiros exigindo a documentação do corretor para autorizar esse acesso. Se houver essa ação conjunta, acredito que os problemas serão minimizados, assim como os riscos de assaltos”, aponta.

Viana explica que o CRECI São Paulo instituiu um cartão de regularidade profissional aos corretores, justamente visando colaborar com a segurança dos prédios. “Esse documento, renovável a cada ano, deve ser exigido pelo porteiro ou zelador. Nele constam a foto do profissional e todos os seus dados.” Viana aconselha que o porteiro anote no livro de visitas o nome do corretor, a data, a hora e a identificação de todos os seus acompanhantes, mencionando o fato de que estão em visita a um imóvel disponível à venda ou locação. “Muito cuidado quando algumas dessas pessoas retornarem ao imóvel sozinhas ou acompanhadas de terceiros, com o subterfúgio de apresentarem a propriedade a familiares ou amigos. Podem ser assaltantes ou olheiros de marginais que buscam o acesso facilitado aos condomínios”, orienta.

O consultor Luís Renato Davini complementa que um funcionário do condomínio deve sempre acompanhar os visitantes e que todos devem sair juntos do empreendimento. “A ordem é: entrou junto, saiu junto. E lembro que os melhores sistemas de segurança são os mais simples. Por exemplo, o uso de crachás pelos visitantes é um excelente recurso operacional. Na saída, o porteiro facilmente perceberá se um dos visitantes ainda está no prédio e poderá dar o alerta.”

POLICIAIS E EX-CÔNJUGES
A presença de policiais no acesso ao condomínio também costuma causar dúvidas. Conforme o consultor José Elias de Godoy, o condomínio é uma área privativa. “Portanto, os policiais somente terão acesso livre quando houver situações de flagrância, catástrofes, emergencial, com mandado judicial ou quando acionado por algum morador ou mesmo funcionário, conforme o caso”, diz. A advogada Evelyn Gasparetto completa que policiais civis e militares somente podem entrar com mandado ou em casos de emergência. Ela reforça que se um morador solicitou presença policial em seu apartamento, deve comunicar o fato à portaria. “Informando a atitude tomada, todos trabalharão em benefício do condomínio.”

Comunicação é fundamental especialmente em casos de separação de casais. “Só entra sem autorização quem mora no edifício. Caso haja a separação, o ex-cônjuge terá que ser anunciado. Se há permissão de acesso irrestrito, o morador deve autorizar esta situação, mesmo porque pode haver mudança no quadro de funcionários e o porteiro não ter conhecimento da situação do casal”, diz a advogada. Luís Renato Davini afirma que o morador deve comunicar por escrito à portaria que o ex-cônjuge não está autorizado a entrar no condomínio. “O condomínio pode inclusive ser responsabilizado se permitir a entrada e houver alguma violência contra o morador”, conclui Davini.

Por Luiza Oliva 
 
 
 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

CURSO DE SÍNDICO PROFISSIONAL


11 DE SETEMBRO


SEMESP


SERVIÇOS PARA ESCOLAS


SERVIÇOS PARA ESCOLAS


SERVIÇOS PARA ESCOLAS


SERVIÇOS PARA ESCOLAS


INTELIGÊNCIA


SEJA NOSSO PARCEIRO


CONTATO


GESTÃO DE SEGURANÇA EM ESCOLAS E CONDOMÍNIOS


sábado, 12 de agosto de 2017

JORNAL MURAL


ACONTECEU


ACONTECEU


CONVENÇÃO SECOVI 2017


CONVENÇÃO SECOVI 2017


CONVENÇÃO SECOVI 2017


CONVENÇÃO SECOVI 2017


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

Os síndicos estão preparados para evitar riscos de acidentes?

Escrito por  Rosely Benevides de Oliveira Schwartz 
 aumentar o tamanho da fonte
A Profª Rosely Benevides de Oliveira Schwartz (Foto ao lado), contadora e administradora pioneira em estudos relacionados aos condomínios, autora de obra sobre o assunto e professora de cursos de formação de síndicos, alerta que a realização de obras ou serviços envolve muitos “riscos de acidentes, com consequências graves, podendo até serem fatais, atingindo funcionários, prestadores de serviços, terceiros, conselheiros, subsíndico e o próprio síndico”.
Rosely fala com conhecimento de causa. Ela é subsíndica do prédio em que reside, no bairro de Santana, zona Norte de São Paulo, e sofreu um acidente em 20 de novembro passado, ao acompanhar a troca do motor do portão da garagem. O equipamento travou e na tentativa de se liberar a passagem para os veículos, Rosely acabou atingida pela queda do portão. A professora teve fraturas diversas nas duas pernas, passou por cirurgias, totalizou dois meses no hospital (incluindo o período das festas do final de 2014) e vive processo delicado de recuperação. Em depoimento redigido com exclusividade à revista Direcional Condomínios, Rosely Schwartz analisa os riscos inerentes a essas atividades nas edificações, aponta os setores mais vulneráveis e deixa recomendações aos síndicos.
"Atuo há tempo na área de gestão de condomínios como pesquisadora, ministrando cursos, realizando palestras, e sendo subsíndica de um edifício de 68 unidades. Devido a essas atividades tenho tido a oportunidade de vivenciar a triste realidade e as dificuldades dos gestores de condomínio, no que diz respeito às reformas, consertos, manutenções e como os riscos de acidente são menosprezados. Esse texto tem a finalidade de proporcionar a oportunidade de reflexão aos gestores de condomínio sobre os riscos de acidentes que poderão ocorrer no desenvolvimento de suas atividades, com consequências graves, podendo até serem fatais, atingindo funcionários, prestadores de serviços, terceiros, conselheiros, subsíndico e o próprio síndico. Para auxiliar nesse raciocínio vou compartilhar, com muita dificuldade em escrever sobre o assunto, minha sofrida experiência vivida no dia 20 de novembro de 2014, quando foi instalado um motor mais rápido no portão de ferro da garagem do condomínio onde moro, de 6,00 m x 2,50 m, de correr, visando aumentar a segurança dos moradores. Acidente com serviços no portão da garagem O serralheiro contratado para o serviço possui qualidades superiores aos concorrentes, atendendo sempre aos prazos estipulados e caprichoso no acabamento. É importante ressaltar a dificuldade que os síndicos possuem na contratação de profissionais, não só serralheiros, mas também encanadores, pedreiros, eletricistas, pintores e vidraceiros. Quase no final do serviço da instalação do motor, o portão travou fechado e havia uma pequena fila na garagem, com moradores apressados querendo sair, buzinando o tempo todo; e já havia um carro parado na rampa pronto para sair. Como era feriado em São Paulo, dia da Consciência Negra e o zelador estava de folga, fui chamada para tomar ciência do fato e orientar os moradores sobre o tempo que seria necessário para o término do serviço. Eu desci acompanhada pelo meu esposo, na tentativa que ele pudesse auxiliar em alguma coisa. Para melhor visualizar a situação e conversar com o serralheiro fui até o portão do lado da rua. Nesse momento o serralheiro estava do lado de dentro do prédio, ele estava sacudindo o portão e tentando destravá-lo. Eu chamei meu esposo para auxiliá-lo, mas não houve tempo dele chegar, o portão saiu do trilho. Quando percebi que ele iria cair, não tentei segurá-lo, dei um passo para trás. O portão caiu sobre as minhas duas pernas! Consequências O impacto do portão quebrou a minha perna esquerda, a tíbia e a fíbola e, na perna direita, o quinto metatarso. Foi necessária a realização de cirurgia para a colocação de hastes na perna esquerda e pino na direita. Como o impacto foi grande, pelo peso da estrutura, houve necrose na região, sendo necessária nova internação para debridação do tecido necrosado e realização de enxerto. Fiquei quase dois meses internada, sem sair da cama. O período de internação incluiu o Natal e a passagem de ano. Segundo os médicos, tive muita sorte, pois, além de sobreviver, o portão não atingiu os joelhos e tornozelos, cuja recuperação é bem mais complicada. A previsão de recuperação é de quatro a seis meses. Após três meses, em março de 2015, ainda me encontrava andando com dificuldade, com o apoio de uma muleta. Diante dessa situação algumas questões surgem, entre elas estão:
  • Esse acidente poderia ter sido evitado?
  • A quem caberá a responsabilidade pelo acidente?
  • Quais são os riscos mais comuns nos condomínios ?
A solução para a primeira pergunta apresentada será “sim”, se nos aprofundarmos no assunto gestão de risco e trabalharmos com seriedade ações preventivas. O tema é bastante amplo e nos mostra que, principalmente, as atividades de manutenção, reformas, consertos e serviços de limpeza envolvem a possibilidade ou a probabilidade de algum tipo de acidente, mesmo que seja mínimo. Riscos do excesso de confiança Segundo Henry Petroski, professor da Universidade de Duke, Estados Unidos, “a raiz da maioria das catástrofes se esconde uma armadilha muito humana: o excesso de confiança. Ela ilude, leva à imprudência”. Para Diane Vauglan, da Universidade da Colúmbia, “o excesso de confiança tem subproduto perigoso. Trata-se do relaxamento coletivo em relação ao cumprimento de certos procedimentos técnicos”. Os estudiosos dividem os acidentes em três tipos:
  1. 1) os que decorrem de falhas humanas;
  2. 2) os que resultam de falhas de engenharia, projeto ou design do produto; e,
  3. 3) os acidentes de sistema, nas quais ocorre uma sucessão de falhas, também chamadas de naturais, porque são virtualmente impossíveis de serem antecipadas, como, por exemplo, terremotos.
Já as falhas humanas e de engenharia podem e devem ser reduzidas com ações preventivas. Prevenção Dentro deste contexto percebe-se que o acidente mencionado poderia ter sido evitado, se o profissional antes de mexer no portão, analisasse com mais atenção suas características físicas e suas falhas de engenharia, dado que um portão desse tamanho e com preso elevado, acima de 500 Kg, não pode ser apenas seguro por um trilho de 1 cm, sem qualquer outro sistema de segurança para evitar que ele caia. A possibilidade de acidente era tão reduzida ou impensada que o local não foi isolado, permitindo que qualquer pessoa se aproximasse. Nesse caso a responsabilidade será compartilhada com o condomínio, pois foi ele quem contratou o profissional. Para minimizar os danos e prejuízos é frequente o acionamento do seguro do condomínio, sendo evidente que a indenização não cobrirá o sofrimento de uma pessoa acidentada e seus familiares e nem a angústia, o desconforto e preocupação do síndico. Para reduzir a probabilidade de acidente, recomenda-se que o síndico aumente as ações para a prevenção, preocupe-se com a sinalização, invista em treinamento para o zelador e demais colaboradores. Ao contratar prestadores de serviço, o síndico deve estabelecer nos contratos cláusulas que contemplem a gestão de risco e responsabilidades em caso de acidentes, em qualquer tipo de serviço, com a obrigação de sinalização e o uso de equipamentos de proteção. Não à toa, podemos relacionar facilmente os riscos mais frequentes encontrados nos condomínios :
  • Queda no chão molhado;
  • Objetos atirados das janelas;
  • Queda no fosso do elevador;
  • Excesso de peso no elevador;
  • Descarga elétrica dentro da casa de força;
  • Queda em buraco aberto em área comum;
  • Deslocamento de grade de proteção;
  • Afogamento em piscina;
  • Brincadeiras no playground;
  • Atividades no salão de jogos;
  • Azulejos quebrados dentro da piscina;
  • Falta de ralo adequado à piscina;
  • Operação e manutenção do portão da garagem;
  • Execução de pintura em geral;
  • Lavagem externa das janelas;
  • Dedetização das áreas comuns;
  • Troca de lâmpadas;
  • Retirada do lixo;
  • Manipulação de produtos químicos, principalmente para limpeza; e
  • Poda de árvores.
É importante ainda atenção na contratação de profissionais qualificados e, para muitos casos, de técnicos habilitados e devidamente registrados em seus respectivos Conselhos de Classe, credenciando-os a exercer ou desenvolver determinados serviços ou atividades, como engenheiros e arquitetos. Essa questão foi abordada com propriedade pela NBR 16.280/2014, que trata das reformas nos edifícios, tanto nas áreas comuns como no interior dos apartamentos. Números relacionados aos acidentes em condomínios são praticamente inexistentes, mas é possível localizar dados sobre acidentes de trabalho na atividade imobiliária envolvendo funcionários, conforme demonstrado no quadro abaixo.  Os números são elevados. Devido à exigência do Ministério do Trabalho para que os condomínios também cumpram a NR 9 (Norma Regulamentadora), relativa ao PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais), os locais de trabalho estão oferecendo hoje maior segurança aos funcionários. Duas outras importantes NR devem ser observadas, a 18 e a 35, as quais estabelecem parâmetros ao trabalho em altura, pois acima de 2 metros já há necessidade de cumprimento da norma. Ainda há muito para ser feito, os riscos de acidente serão minimizados com ações efetivas na prevenção. Os síndicos podem contar com o auxílio de profissionais especializados no assunto, que irão mapear todos os locais e situações com alguma probabilidade de acidente."
Matéria complementar da edição - 200 de abr/2015 da Revista Direcional Condomínios


quarta-feira, 12 de julho de 2017

PROJETO CITY CÂMERAS



O Projeto City Câmeras é uma iniciativa que tem como objetivo alcançar 10 mil câmeras instaladas em São Paulo nos próximos quatro anos, visando inibir a ação de criminosos e aumentar a segurança e o bem-estar da população. O programa será uma importante ferramenta do poder público para detectar, prevenir e reagir à situações de emergência, ocorrências e manutenção do espaço público. 

 

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EVENTOS


NOVA ORDEM MUNDIAL

Economizar água é a Nova Ordem Mundial, e isso não acontecerá somente em nosso estado ou país. Enquanto aguardamos as novas tecnologias e investimentos do estado, cada gota economizada será importante.
Ações simples para os síndicos, e moradores podem ajudar o planeta, preservar a nossa água e economizar recursos financeiros.
Abaixo listamos algumas dicas que podem ser adotadas:
Moradores:
  • Reduzir tempo de banho.
  • Desligar o chuveiro ao ensaboar e lavar o cabelo.
  • Trocar o chuveiro ou instalar um redutor de volume de água.
  • Desligar a torneira ao escovar os dentes e fazer a barba.
  • Adotar vasos com bacias com caixa acoplada com duas unidades de volume, mantendo sempre regulada.
  • Trocar as torneiras ou instalar um redutor de volume de água.
  • Acumular roupas para lavar de uma só vez;
  • Reaproveitar a água da máquina de lavar para aguar plantas e lavar banheiro.
  • Reaproveitar a água da máquina de lavar com sabão em mais peças de roupas. E ainda usar a mesma água de enxague em outras rodadas de lavagem.
  • Lavar e higienizar automóveis a seco ou com balde.
  • Inspecionar vazamentos e corrigi-los rapidamente.
Condomínio:
  • Uso das calhas para captar água de chuva para aguar plantas, lavar calçadas, espaço festa, banheiros e limpeza da área comum;
  • Pequena obra para captar água de tanque para reutilizar na lavagem de quadras, calçadas e aguar plantas.
  • Instalação de eliminador de ar nos hidrômetros;
  • Instrução dos porteiros, zeladores e faxineiras a economizar água;
  • Campanha de conscientização;
Essas ações são simples com baixo investimento. A água só precisa da sua conscientização, porque ela ainda vai garantir que seus filhos, netos e nossas gerações futuras tenham a mesma oportunidade de viver plenamente com esse recurso natural valioso.


APROVEITAMENTO DE AGUA DA CHUVA

Como aproveitar a água da chuva e economizar no condomínio

Economia e sustentabilidade são dois conceitos visados nos dias de hoje. Grande parte da população tem interesse em enxugar os custos de maneira inteligente e trabalhar em pró de projetos que beneficiem o planeta. A questão que geralmente impede a ação é não saber bem por onde começar ou na complexidade de colocar alguns planos em prática.
A economia de água é um tópico essencial quando tratamos de sustentabilidade e direcionar esse recurso de maneira inteligente gera economia para o condomínio e impacta positivamente o meio ambiente.

Viva em um ambiente sustentável

Uma tecnologia de baixo custo pode dar aquele impulso para tornar o seu lar mais sustentável e econômico: a captação de água da chuva. Geralmente feita por meio de cisternas, a captação de água da chuva em condomínios tem se apresentado como tendência da construção civil nos últimos anos.
Muitos novos projetos já preveem uma versão ecologicamente correta para suas construções, contemplando não só a captação de água da chuva integrada ao sistema hidráulico, mas também outros itens como a captação de energia solar.

Tecnologia de baixo custo

Construções que não possuíam tais projetos na sua fundação podem se atualizar. É possível fazer captação e reserva de água da chuva sem precisar modificar o sistema hidráulico do condomínio, basta a instalação de uma cisterna específica para esse fim.
Este equipamento possui um custo baixo comparado a seu retorno a curto e médio prazo, em média R$ 1800,00 para até mil litros de reserva de água. Um condomínio pode economizar entre 10% e 50% do seu consumo de água comum por meio desse tipo de instalação.
As cisternas normalmente são colocadas em pontos altos para que a água desça facilmente por mangueiras ou baldes, elas podem variar de tamanho e formato com a possibilidade de instalação de mais de uma cisterna com sistema de conexão entre elas. A fim de analisar a capacidade do condomínio e compreender a melhor forma de instalação para aproveitamento da água, é indicado o contato com uma empresa especializada neste serviço.


SISTEMA BIOMÉTRICO EM CONDOMÍNIO

1 – Se você prioriza praticidade, esta é a escolha ideal. Sem chaves nem cartões, você é o acesso! Quer praticidade maior que essa? Toda preocupação com roubo de cartões, clonagem de chaves e esquecimento de senhas acabam por serem descartadas.
2 – Item primordial: mais segurança. Essa tecnologia evita a falha humana que pode acontecer por diversos aspectos. Além disso, é um sistema que impossibilita que desconhecidos utilizem seu acesso, afinal o reconhecimento é feito a partir de características únicas da pessoa. Todos os registros feitos auxiliam em toda parte administrativa para que haja um controle de acessos, quem é morador e quem não é, e até mesmo o trânsito de funcionários.
3 – Maior Controle. Esse item está vinculado com os dois acima, pois se é possível otimizar o controle de portaria e obter um sistema de registro de pessoas cadastradas, está etapa então pode ser feita com maior efetividade.
4 – Processo de modernização. A tecnologia está presente para que cada vez mais possamos evoluir processos a fim de facilitar o dia a dia. O sistema biométrico é uma realidade que está em constante crescimento de implementação.
5 – Durabilidade.
Os sistemas de leitura biométrica são feitos com materiais com uma maior resistência, garantindo assim que o equipamento não precisará de manutenções frequentes.


GESTÃO DE RISCOS EM CONDOMÍNIOS


CONARH 2017


VALORH


REVISTA SECOVI