sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

PROGRAMA NOSSO CONDOMÍNIO HOJE - 30/01/14

AABIC / ELEVAÇÃO DOS CUSTOS CONDOMINIAIS EM NOV/13


MULHERES SÍNDICAS & DIRECIONAL CONDOMÍNIOS


PARCEIROS EM SANTO ANDRÉ / SÃO PAULO


SECOVI SP


LUTAMOS CONTRA A CORRUPÇÃO


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

MANUAL DO PARA RAIO PARA ESCOLAS









CONSULTORIA DE SEGURANÇA


SEGURANÇA NAS ALTURAS

Dica Pára-Raios: Segurança nas alturas

Todo mundo diz que um raio nunca cai no mesmo lugar. A probabilidade é mínima, mas ninguém pode negar que ele cai e com uma tensão bem alta – pode chegar a 300 mil ampéres, segundo o pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Evandro Ferraz. Ele afirma que estudos apontam um aumento da incidência de raios nos centros urbanos. “O calor, as áreas de concreto e a altura das edificações têm provocado um crescimento significativo das descargas elétricas. Antes, os raios caíam em montanhas. Agora, eles encontram os prédios no caminho”, revela Ferraz. Já que não se pode evitar, a alternativa é instalar pára-raios. Eles interceptam os raios e levam a corrente para o solo por meio de fios-terra.
Ferraz afirma que o equipamento pode evitar muitos problemas. “Se um raio cair em um local sem o pára-raios, a corrente vai percorrer a própria edificação e pode alcançar locais em que estejam pessoas”, ressalta Ferraz. Já o engenheiro e diretor técnico de uma empresa fabricante de pára-raios, Normando Virgílio Alves, explica que existem algumas “lendas” em relação aos pára-raios: “Esse sistema de proteção não impede que os raios incidam em um local, apenas reduz os danos materiais e pessoais. Além disso, o pára-raios também não atrai raios”, complementando que outra idéia equivocada é a de que o equipamento de um prédio protege os vizinhos. “Cada condomínio deve ter o seu pára-raios para auto-proteção”, afirma.
Entre os tipos mais comuns de pára-raios estão o método “Franklin”, que conta com quatro pontas na extremidade, e o método “Gaiola de Faraday”, que é um anel de cabo de cobre que acompanha o perímetro superior da edificação. A Norma Regulamentadora NBR 5419/05 estabelece critérios para o projeto de sistema de pára-raios, instalação e manutenção. “Antes de o síndico instalar o pára-raios, é importante contratar um projetista para analisar qual o método adequado ao prédio e, a partir disso, pesquisar uma empresa especializada em instalação e que siga as normas regulamentadoras”, destaca Alves. E completa: “É um assunto que exige um conhecimento específico. Se o síndico não tem orientação, a opção vai ficar pelo serviço mais barato. Com um projetista, o prédio economiza tempo e dinheiro.” 
Em São Paulo, a lei 11.228/98 do Código de Obras e Edificações do Município obriga edificações com altura superior a 12 metros a disporem de um sistema de proteção contra descargas elétricas, seguindo a Norma Técnica Oficial. Na capital paulista, o Contru (Departamento de Controle de Uso de Imóveis) realiza vistorias a partir de denúncias. O Ministério Público do Trabalho, as prefeituras municipais e o Corpo de Bombeiros também são órgãos fiscalizadores. “Hoje, os síndicos se preocupam mais porque é obrigatório. Além disso, o condomínio é um local com grande circulação de pessoas. Há riscos de incêndios, de machucar alguém com a queda de um bloco ou borda do edifício, de trincar a parede e comprometer a estrutura e de danificar equipamentos elétricos”, comenta Ferraz.
O pesquisador do INPE orienta que o prédio faça uma vistoria pelo menos a cada seis meses. “É preciso estar atento com a oxidação, verificar se o pára-raios está em um estado avançado de deterioração e se as hastes metálicas estão em bom estado”, aconselha.
Por Márcia Correia 
Matéria publicada na Edição 128 de setembro de 2008 da Revista Direcional Condomínios.   


PARA-RAIOS / SISTEMA SPDA

Manutenção em para-raios nos condomínios é fundamental nesta época do ano


São Paulo registrou a queda de 7,6 mil raios em um único dia; Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic) alerta para a importância da manutenção nos para-raios

Durante o verão, as chuvas fortes são frequentes e, com elas, os raios. De acordo com o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Brasil é o país com maior incidência de raios no mundo. Entre 2000 e 2009, foi registrado um aumento de 18%. Na região Sudeste, de acordo com o grupo, haverá significativo aumento, acima da média registrada nos últimos anos. Em São Paulo, em um único dia, foram registrados 7,6 mil raios.

Por isso, nesta época do ano, em que a incidência de raios é maior devido às fortes chuvas, é fundamental que os edifícios tenham o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), comumente chamado de para-raios. Em São Paulo, a lei obriga que qualquer edifício com mais de um andar possua o equipamento, mas a recomendação é que todo tipo de residência possua um sistema de para-raios.

"A responsabilidade pela manutenção do para-raios é tarefa do síndico. Mas na hora de escolher o equipamento mais adequado e empresas confiáveis para a instalação o condomínio pode e deve contar com a ajuda da administradora", explica Omar Anauate, diretor de condomínios da Associação de Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Em geral, todos os condomínios mais novos possuem o item. Contudo, é preciso zelar por sua manutenção. Quando o sistema de proteção é instalado, o condomínio deve receber uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), que é emitida pelo engenheiro responsável. Além do projeto do sistema e um relatório técnico da instalação. 

"O condomínio deve guardar esses documentos e a cada manutenção, realizada anualmente, a ART é renovada, garantindo o bom funcionamento do equipamento. É importante também contratar empresas com experiência no mercado, de preferência credenciadas pelo Corpo de Bombeiros. Os condôminos devem acompanhar se a manutenção está sendo bem realizada e com a periodicidade correta", acrescenta Anauate.

No Brasil, a norma reguladora para os para-raios é a NBR 5419/01, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os condomínios devem estar atentos aos critérios e exigências da ABNT. Os prédios mais antigos, por exemplo, costumam ter cabos de aço de padrão inferior ao determinado nas normas atuais.

Além disso, é fundamental que todos os elementos metálicos da cobertura que podem funcionar como captação de eletricidade, como tampas de caixas d\'água, porta de metal, antenas de TV, grades de proteção, entre outros, sejam aterrados ao sistema de proteção.

"O para-raios é indispensável em qualquer condomínio e deve receber os devidos cuidados não só nestes meses de verão, mas durante o ano todo", resume Omar Anauate.

FONTE AABIC