quarta-feira, 17 de julho de 2013

DROGAS EM CONDOMÍNIO - SECOVI SOROCABA

Drogas em condomínio

Os condomínios hoje estão presentes em todas as regiões da cidade e atendem todas as classes sociais e, segundo nossos levantamentos, entre 25% e 30% da população de Sorocaba hoje está nesta realidade
Notícia publicada na edição de 17/07/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 3 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

* Flávio Amary
A regional do Secovi em Sorocaba, desde o seu início, buscou levar aos síndicos e aos administradores de condomínios o tema segurança bastante a sério sempre com o apoio local das polícias militar, civil e federal, que sempre ao serem convidadas para palestrar a disponibilidade foi imediata. Com o avanço dos condomínios, não somente em nossa cidade, mas nas principais cidades do Brasil, e com a parcela cada vez maior da população vivendo dentro destas comunidades, vários temas são cada vez mais importantes, entre eles o uso de drogas e até mesmo o tráfico dentro dos condomínios.

E com essa preocupação e em parceria com as polícias, os síndicos são convidados com bastante frequência para, em nossa sede, ouvir os conselhos de especialistas. A última palestra aconteceu em 17 de junho e foi ministrada pelo delegado da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) da região de Sorocaba, dr. Alexandre Cassola. Nesta oportunidade pode esclarecer e orientar todos os síndicos e interessados presentes. 

Não podemos viver no faz de conta que as drogas não fazem parte de nossas vidas. Elas estão sim por toda parte, e às vezes mais próximas do que podemos acreditar. Toda atenção é importante e nunca devemos achar que não acontecerá com as pessoas mais próximas. Hoje em Sorocaba existem pouco mais de 1.500 condomínios, sejam verticais, horizontais, e até os loteamentos com controle de acesso, que muitas vezes são erroneamente chamados de condomínios.

Os condomínios, que no passado eram opção de residência para a classe social mais elevada, hoje estão presentes em todas as regiões da cidade e atendem todas as 
classes
 sociais, e, segundo nossos levantamentos, entre 25% e 30% da população de Sorocaba hoje está nesta realidade. Como muitos destes residenciais têm a segurança própria, a entrada da polícia acaba sendo um fato raro. E embora para a legislação o porte de drogas para consumo próprio e para o tráfico tenha um enfoque diferente do ponto de vista criminal, dentro do condomínio acredito que os dois são bastante prejudiciais, até mesmo porque um pode eventualmente levar ao outro. 

Cabe alguns alertas para os síndicos feito pela própria polícia: 

- iluminação nas áreas de lazer e verde, pois a maior parte do consumo e tráfico acontecem nestas áreas que são pouco iluminadas e portanto favorecem ações ilegais; 
- as câmeras para monitorar e inibir têm funções muito importantes pois ainda podem servir de provas em uma eventual investigação policial; 
- as escadas e garagens dos empreendimentos verticais também são alvos e precisam ser monitoradas; 
- treinamento para os funcionários do condomínio para sempre estar alertas e atentos nas movimentações estranhas; 
- e a principal delas para as famílias. 

As famílias têm o dever de ficar atentas e cuidar de seus filhos, muito embora mesmo com toda atenção e preocupação possa acontecer o consumo e até mesmo o início do tráfico. Devemos acompanhar os amigos, o comportamento, o cheiro, a cor dos olhos, avaliação escolar, pois enfim são sinais que de forma isolada podem não representar um problema, mas no conjunto devem assinalar a luz amarela. O esporte é uma ferramenta que na maioria das vezes afasta os problemas e traz coisas boas, como o cuidado com a saúde.

A denúncia para a policia é fundamental. Vários assaltos que acontecem dentro dos condomínios, após a investigação constata-se que foram feitos por causa da droga e algumas vezes, lamentavelmente, pelos próprios filhos de moradores. Quando denunciamos, mesmo que no primeiro momento possa trazer uma imagem ruim para o residencial, a médio prazo traz a tranquilidade, pois a investigação policial, vai encontrar caminhos para solucionar o problema. 

Já ouvimos de síndicos a preocupação em denunciar, com medo de represálias, entretanto, pode-se utilizar da denúncia anônima, através do disque-denúncia 181, pode-se decidir fazer a denúncia não somente em nome do síndico, mas de toda a diretoria com intuito de despersonalizá-la, mas a única forma da ação policial acontecer é através da informação, temos o dever de fazê-lo. E o Secovi-Sorocaba continuará a promover encontros para ajudar os síndicos na árdua tarefa de encontrar os caminhos para minimizar os problemas dentro dos condomínios.

* Flávio Amary é vice-presidente do Interior do Sindicato da Habitação no Estado de São Paulo (Secovi-SP) - famary@uol.com.br

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